Na madrugada do dia 22 de janeiro de 2012, um contingente de 2000
policiais militares da tropa de choque e da rota utilizando
helicópteros, carros blindados, cavalaria, armas letais, bombas de gás e
efeito moral e sprays de pimenta iniciaram a expulsão violenta de cerca
de mais de 6 mil pessoas, que moravam há mais de 8 anos na ocupação
Pinheirinho em São José dos Campos.
Essa ação foi totalmente ilegal pois a reintegração de posse havia
sido suspensa por pelo menos 15 dias, na última sexta-feira dia 20, pela
Justiça Federal, pois colocava em risco a vida de muitas pessoas. A
juíza regional Márcia Loureiro ignorou a decisão da instância
equivalente à sua e autorizou a ordem de reintegração, permitindo que
uma tragédia anunciada acontecesse. A desocupação está sendo feita com
requintes de crueldade e violência que estão chocando as pessoas que
estão no local.
Segundo as informações de militantes de diversas organizações que se
encontram no local em solidariedade às famílias, já são contabilizados 7
mortos, dentre eles, uma criança de quatro anos. Uma mulher foi baleada
pela polícia em frente ao local onde as famílias desocupadas estão
confinadas. Um militante do MTST, Guilherme Boulus, foi cruelmente
espancado por diversos policiais e em seguida detido pela PM, sem
qualquer justificativa. Além disso, esses fatos tem sido omitidos pela
imprensa, assim como os feridos e mortos foram encaminhados para locais
desconhecidos, para esconder a situação real da opinião pública. Vários
direitos dos trabalhadores estão sendo violados e a maior parte dos
brasileiros nem sabe o que está acontecendo.
Em informações de outras fontes, pelo menos 18 pessoas também foram
detidas. A polícia reprimiu também os moradores do bairro ao lado, o
Campo dos Alemães, chegando até mesmo a jogar bombas de gás nos quintais
das casas da região. Há poucas horas as famílias assistiram do lado de
fora suas casas de alvenaria e barracos serem derrubados por tratores.
Qualquer grito de ordem ou manifestação da população eram respondidos
com balas de borracha e bombas de gás e efeito moral.
Desde o domingo, várias manifestações importantes foram realizadas em
solidariedade à ocupação Pinheirinho, duas na Avenida Paulista em São
Paulo, uma em frente a casa do prefeito de São José dos Campos, Eduardo
Cury e outra em Campinas, no Largo do Rosário. Outros estados também
estão se mobilizando contra as atrocidades promovidas pela polícia a
mando da Justiça do Estado de SP, pelo Governo de Geraldo Alckmin e pelo
prefeito Eduardo Cury.
Mas precisamos continuar nos mobilizando em defesa dos lutadores e
lutadoras do Pinheirinho. Essa ação é apenas uma demonstração de como o
Governo do Estado tem tratado as lutas populares e as necessidades do
povo trabalhador.
As famílias e os militantes que se encontram
no local relatam que os desabrigados estão em condições muito precárias,
sem saber para onde irão e os conflitos com os abusos da ação da
polícia continuam.
Conclamamos a todos e todas a se manter alerta, participar das futuras manifestações, divulgar a luta do Pinheirinho e assinar
a Moção de Apoio abaixo enviando email com
RG, ocupação e instituição o mais rápido possível para: farolemar@yahoo.com.br
RG, ocupação e instituição o mais rápido possível para: farolemar@yahoo.com.br
Para ver links com notícias sobre o Massacre do Pinheirinho acesse:http://comunicadorespopulares.org/2012/01/links-artigos-sobre-o-pinheirinho/
MOÇÃO DE APOIO ÀS FAMÍLIAS DO PINHEIRINHO
Nós, abaixo-assinados, atuantes nos meios acadêmicos e fora dele
(professores do ensino médio, jornalistas, advogados, profissionais da
saúde etc.) – comprometidos com as causas justas e historicamente
necessárias da classe trabalhadora e dos setores populares –
manifestamos nossa mais plena solidariedade aos lutadores da Comunidade
Pinheirinho (São José dos Campos – SP).
Frente ao fato de que a hegemonia exercida pelos especuladores
imobiliários impõe uma condição de miséria a milhões de trabalhadores e
trabalhadoras que sequer têm onde morar, consideramos que a OCUPAÇÃO
desses territórios segue sendo um instrumento necessário e legítimo para
a luta dos trabalhadores.
Por conta disso, consideramos justa a reivindicação das famílias pela permanência no local e absolutamente injustificável a ação de terror violenta e ilegal da Polícia Militar,
apoiada pelo poder judiciário e pelo governo do Estado, praticada no
dia de hoje, domingo, 22/01/12, que resultou em diversos mortos e
feridos. Estamos atentos à forma pela qual estão sendo conduzidas as
ações do Estado e a perseguição a todos que se encontram no local. E
prontos a denunciar todo e qualquer tipo de violência física ou moral
cometida contra as famílias.

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