Dorso

martes, 24 de enero de 2012

Manifeste seu apoio aos lutadores e lutadoras que enfrentam o Massacre do Pinheirinho!














Na madrugada do dia 22 de janeiro de 2012, um contingente de 2000 policiais militares da tropa de choque e da rota utilizando helicópteros, carros blindados, cavalaria, armas letais, bombas de gás e efeito moral e sprays de pimenta iniciaram a expulsão violenta de cerca de mais de 6 mil pessoas, que moravam há mais de 8 anos na ocupação Pinheirinho em São José dos Campos.
Essa ação foi totalmente ilegal pois a reintegração de posse havia sido suspensa por pelo menos 15 dias, na última sexta-feira dia 20, pela Justiça Federal, pois colocava em risco a vida de muitas pessoas. A juíza regional Márcia Loureiro ignorou a decisão da instância equivalente à sua e autorizou a ordem de reintegração, permitindo que uma tragédia anunciada acontecesse. A desocupação está sendo feita com requintes de crueldade e violência que estão chocando as pessoas que estão no local.
Segundo as informações de militantes de diversas organizações que se encontram no local em solidariedade às famílias, já são contabilizados 7 mortos, dentre eles, uma criança de quatro anos. Uma mulher foi baleada pela polícia em frente ao local onde as famílias desocupadas estão confinadas. Um militante do MTST, Guilherme Boulus, foi cruelmente espancado por diversos policiais e em seguida detido pela PM, sem qualquer justificativa. Além disso, esses fatos tem sido omitidos pela imprensa, assim como os feridos e mortos foram encaminhados para locais desconhecidos, para esconder a situação real da opinião pública. Vários direitos dos trabalhadores estão sendo violados e a maior parte dos brasileiros nem sabe o que está acontecendo.
Em informações de outras fontes, pelo menos 18 pessoas também foram detidas. A polícia reprimiu também os moradores do bairro ao lado, o Campo dos Alemães, chegando até mesmo a jogar bombas de gás nos quintais das casas da região. Há poucas horas as famílias assistiram do lado de fora suas casas de alvenaria e barracos serem derrubados por tratores. Qualquer grito de ordem ou manifestação da população eram respondidos com balas de borracha e bombas de gás e efeito moral.
Desde o domingo, várias manifestações importantes foram realizadas em solidariedade à ocupação Pinheirinho, duas na Avenida Paulista em São Paulo, uma em frente a casa do prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury e outra em Campinas, no Largo do Rosário. Outros estados também estão se mobilizando contra as atrocidades promovidas pela polícia a mando da Justiça do Estado de SP, pelo Governo de Geraldo Alckmin e pelo prefeito Eduardo Cury.
Mas precisamos continuar nos mobilizando em defesa dos lutadores e lutadoras do Pinheirinho. Essa ação é apenas uma demonstração de como o Governo do Estado tem tratado as lutas populares e as necessidades do povo trabalhador.
As famílias e os militantes que se encontram no local relatam que os desabrigados estão em condições muito precárias, sem saber para onde irão e os conflitos com os abusos da ação da polícia continuam.

Conclamamos a todos e todas a se manter alerta, participar das futuras manifestações, divulgar a luta do Pinheirinho e assinar
a Moção de Apoio abaixo enviando email com 
RG, ocupação e instituição
 o mais rápido possível para: farolemar@yahoo.com.br

Para ver links com notícias sobre o Massacre do Pinheirinho acesse:http://comunicadorespopulares.org/2012/01/links-artigos-sobre-o-pinheirinho/

MOÇÃO DE APOIO ÀS FAMÍLIAS DO PINHEIRINHO

Nós, abaixo-assinados, atuantes nos meios acadêmicos e fora dele (professores do ensino médio, jornalistas, advogados, profissionais da saúde etc.) – comprometidos com as causas justas e historicamente necessárias da classe trabalhadora e dos setores populares – manifestamos nossa mais plena solidariedade aos lutadores da Comunidade Pinheirinho (São José dos Campos – SP).

Frente ao fato de que a hegemonia exercida pelos especuladores imobiliários impõe uma condição de miséria a milhões de trabalhadores e trabalhadoras que sequer têm onde morar, consideramos que a OCUPAÇÃO desses territórios segue sendo um instrumento necessário e legítimo para a luta dos trabalhadores.

Por conta disso, consideramos justa a reivindicação das famílias pela permanência no local e absolutamente injustificável a ação de terror violenta e ilegal da Polícia Militar, apoiada pelo poder judiciário e pelo governo do Estado, praticada no dia de hoje, domingo, 22/01/12, que resultou em diversos mortos e feridos. Estamos atentos à forma pela qual estão sendo conduzidas as ações do Estado e a perseguição a todos que se encontram no local. E prontos a denunciar todo e qualquer tipo de violência física ou moral cometida contra as famílias.

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